Silêncio

Joaquim Frederico de Brito Letra
José Carlos Gonçalves Rocha Música

Já noite, nas horas calmas,
Sozinho, à luz do luar.
O fado procura as almas,
Que andam pr’aí a sonhar.

Corre os bairros de Lisboa,
Desce às quelhas da Moirama,
Bairro Alto, Madragoa
E anda p’los becos de Alfama.

Silêncio,
Deixem ouvir as guitarras
Gemendo canções bizarras,
Chorando numa voz rouca.

Silêncio,
Deixem ouvir este fado,
Fartinho de ter andado,
Por aí, de boca em boca.

Mas dizem que agora o fado
Vai pôr de parte os queixumes
E pôr tristezas de lado,
Sem querer saber de ciúmes.

Diz que vai andar tranquilo,
Usar de mais altivez.
Se assim é, vamos ouvi-lo
Chorar p’la última vez.